O texto mostra que a baixa produtividade no Brasil não se manifesta apenas entre setores, mas também no interior deles. Observam-se diferenças relevantes entre empresas de distintos portes, com destaque para micro e pequenas, que concentram parcela significativa do emprego. Ao empregar modelos que controlam a endogeneidade, os resultados indicam que os impactos do crédito do BNDES sobre a produtividade do trabalho não são homogêneos. As evidências apontam efeitos mais consistentes entre micro e pequenas empresas. Uma interpretação possível é que firmas com menor intensidade de capital apresentem maior eficiência marginal do investimento, de modo que aportes relativamente modestos estejam associados a ganhos proporcionais mais elevados de produtividade. Do ponto de vista das políticas públicas e do crescimento da produtividade, esses resultados sugerem que estratégias de crédito direcionadas a esses segmentos podem contribuir para uma alocação mais eficiente dos recursos públicos.
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